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quarta-feira, 21 de julho de 2010

THEODOR ADORNO- Educação após Auschwitz

Achei muito interessante o final da resenha de Educação após Auschwitz de Theodor Adorno postada nesse site: http://www.midiaindependente.org/pt/red/2006/06/355004.shtml


...qual o papel da nossa sociedade hoje no combate da barbárie. Segundo ele, todas as pessoas hoje, sem qualquer exceção, se sentem mal-amadas, por que não são capazes de amar o suficiente. 

Com certeza a falta de amor hoje pela pessoa do próximo poderia levar a uma repetição de uma nova Auschwitz. Como escreve Nietzche em sua obra Além do bem e do Mal, um homem dotado de gênio é insuportável se além disso não tem pelo menos duas outras qualidades: a gratidão e a polidez. 

Mesmo citando Nietzche em lugar aparentemente inadequado, pois para alguns estudiosos, ele teria sido fonte de inspiração para Adolf Hitler, e isso se tornaria uma contradição, é importante lembrar que os alemães eram dotados de uma genialidade incomparável. No entanto, em meio à tamanha genialidade, faltaram-lhes a compreensão de que os judeus não tinham nada humanamente dizendo superior ou inferior a eles. Enfim, Adorno mentor da quebra do tabu em torno do nazismo foi um dos responsáveis pelo despertar de consciência crítica no pós-guerra. Depois de fazer tal reflexão, pode-se afirmar que Adorno foi aquele que quebrou o tabu de Auschwitz como ninguém, tornando claro à Alemanha que a democracia só é possível graças à auto-análise" e respeito pelo próximo, seja ele quem for.

2 comentários:

  1. Oi Val.
    Me chamo Julio e sou de Salvador-Ba. Estou estudando Adorno. Esse texto é realmente contundente. O que ele afirma, dentre outros, é que o ser humano perdeu a capacidade de vivenciar experiências e concomitantemente a isso cada vez mais temos uma educação que mais serve como passaporte ao mundo tecnológico.
    Adorno escreveu isso no século passado. Imagina só.
    Então quando ele fala sobre "que Auschwitz não mais se repita" ele quer dizer que a educação hoje, por exemplo, não estimula o indivíduo a buscar, viver e aprender novas experiências. Só serve como repetição do igual, do mesmo.
    Somos educados para a coletivização. Exemplo do que aconteceu com esse tipo de educação foram homens bem formados na Alemanha que por falta de uma crítica ao próprio conhecimento se sujeitaram cegamente ao nazismo.
    No mais parabéns pela iniciativa em discutir filosofia em seu blog.
    julioparsifal@gmail.com

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  2. Obrigada pelo comentário Julio, ainda mais sobre Filosofia. Estou me formando em História, no entanto me identifico extremamente com o campo filosófico, bem como suas contribuições para o estudo da humanidade. Nós, da área de História, temos a "mania" de sempre ressaltar a importância que o estudo da História tem para a intervenção na realidade e a formação para a cidadania, logo percebe-se nos ambientes escolares que a Filosofia também contribui significativamente para a mesma objetividade, bem como outras áreas. Essas duas ciências dialogam com uma mutualidade infinita (acredito). Me deparei com o Adorno num curso que fiz sobre Direitos Humanos. Esse texto "Educação após Auschwitz" me intrigou pelas suas diversas interpretações e contribuições para debates em várias áreas do conhecimento. Essa questão que você tocou sobre repetir, ao invés de inovar, é extremamente plausível nas discussões que envolvem o sistema de regimes seriados e não seriados em educação, a recuperação que acaba de parafraseando em repetições do fracasso escolar já enfatizados anteriormente, enfim, analisar Adorno nos proporciona reflexões bem abrangentes, tanto em nossas áreas (História e Filosofia), quanto na própria educação.

    PS: Postei uma fala sobre a articulação da História e da Filosofia para a Educação de Jovens e Adultos.

    Obrigada pelo comentário =D

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