Estou acompanhando uma discussão teórica a cerca dessa temática no
CAFÉ HISTÓRIA. A discussão está muito enriquecida com diversas opiniões bem atraentes. Graças ao curso que fiz sobre a obra e graças a didática maravilhosa de um certo professor da Universidade, ai segue no que acredito e o que absorvi das aulas, ser a convergência ou divergência entre as duas:
As duas se completam caracterizadamente com suas peculiaridades. Seus anseios e contextos históricos sociais e políticos constroem suas relações ao longo do tempo. Para Le Goff a História tem uma objetividade em relação a Memória, ou seja, precisamos ter a noção da Memória que ao longo do tempo chegou até nós, logo quando nos distanciamos da Memória a qual fomos formados alcançamos a objetividade da História. Le Goff intitula essa questão de "imparcialidade deliberada". A História não é Memória. E embora a História se utilize deste recurso devemos lembrar que a Memória é falha, por vezes corrompida.
Cada período tem sua historicidade, o seu padrão de verdade. O autor mesmo incita que existe verdade no que a gente faz e quem dá o seu critério de verdade é a nossa época. Assim, a Memória somada com a fonte e com um texto, é colocado a prova e assim cria-se uma Memória de determinada época, no entanto, através da História essa Memória vai sendo reconstruída de acordo com a visão da era relacionada. É a Memória e a História contada a partir das relações de poder. Na antiguidade a concepção de tempo era cíclico, na Idade Média linear e assim a Memória vai sendo construída e reconstruída através da visão que mais lhe cabe nas relações de poderio, por fim, relacionando determinadas implicações alcançamos uma objetividade histórica.
Como é importante o papel da História na prática da cidadania e o quanto é grande a possibilidade da História de mudar a nossa realidade, discutindo o poder que a sociedade tem de estabelecer critérios de verdades absolutas. Só o tempo através de uma existência real da História, retomará e tornará permeável a discussão que colocará os dois lados da nossa realidade social, econômica e política.
"Não chega a ser cidadão quem não consegue se orientar no mundo em que vive, a partir do conhecimento da vivência das gerações passadas." (Boris Fausto)
"A história justifica tudo quando se quer. Ela não ensina rigorosamente nada, pois contém tudo e dá exemplos de tudo."(Paul Valéry)
LE GOFF, Jacques. História e Memória. 1ª Ed., Campinas, UNICAMP, 2003. (Capítulos: "Memória"; "História") ____________________________________________________________________
PS: Como diz meu amigo Will, estudamos e discutimos "HISTÓRIA", aquela nos ensina que tudo muda a todo momento e que errar faz parte da construção do conhecimento, portanto, assim que corrigir um texto não AGRIDA, simplesmente CORRIJA. Somos errantes de palavras e abertos a correções das mesmas. Fique a vontade. =D
Bom Historia e memoria são conceitos diferentes, que no entanto se completam, a memoria porém é mais uma ideologia uma alegoria da historia que uma verdade pois sempre tem um interesse por traz, mas como dizia Marc Bloch não devemos julgar mas sim compreender , tendo em vista que a historia não é estatica, logo ela esta sempre em movimento em discussão em mudança, tendo varias interpretaçãoes de um mesmo momento seja uma interpretação criada a partir da memoria ou dos resquícios historicos tudo é passivel ao debate e a revisão :D
ResponderExcluir"Não devemos julgar, mas sim compreender"
ResponderExcluirFalou tudo.
A História está mais para um caleidoscópio do que para uma régua...lembra?
rsrs
Vlw Will