Professor de História x historiador. Por quê?
Navegar pela diversidade de fontes, confrontar opiniões divergentes e situar a época de cada texto são estratégias certeiras para formar leitores questionadores e críticos. Em suma, esse é o trabalho do professor de História. Contudo se parafraseia também na atividade do historiador; logo, questiono-me: Por que muitos professores, licenciados em história, se sentem constrangidos ao estabelecer uma semelhança com sua atividade cotidiana com a de um historiador, sendo este (historiador) pesquisador ferrenho?
Obviamente os cursos de licenciatura desde o primeiro semestre procuram estabelecer as diferenças entre o curso que visa formar licenciados, e o curso que visa formar bacharéis. No entanto, hoje os cursos de licenciatura estão extremamente voltados para a pesquisa; no local que estudo acompanho esse processo desde quando ingressei no curso, pois são incentivados a todo momento as atividades do CNPq, Pibic voluntário; graças a isso não terei dificuldade nenhuma se um dia resolver mudar minha prática. A todo momento nas bibliografias específicas de História, seja elas obras historiográficas ou obras voltadas para o ensino de História, os autores ao que me consta, sempre buscam elucidar a atividade do professor/ historiador. A obra de Marc Ferro A História vigiada, enfatiza as dificuldades que o historiador tem de desmistificar algumas ideologias que estão implantadas na sociedade, logo, será que não é possível um licenciado se debruçar sobre esta obra e tomar conclusões a respeito de como desmistificar certas visões da história em sala de aula? Os cursos mudaram e são direcionadas várias críticas a respeito disso, mas defendo a atividade do professor/pesquisador com veemência, pois são práticas indissociáveis. Quem se sentiu prejudicado a respeito de conteúdos pedagógicos, que se conscientize e se especialize. Mas esse não foi o meu caso.
Vale ressaltar, que tem muita diferença metodológica ministrar aulas no ensino fundamental e médio e no ensino superior. Mas isso não passa de metodologia, pois o objetivo, em suma, é o mesmo. Claro que para se formar historiador necessita-se defender uma tese, mas será que isso está tão distante de um professor de História?
Não sou historiadora, mas professora, no entanto, não é prioridade para mim estabelecer diferenças de diplomas, pois vejo muita semelhança nas duas práticas. Sem coletividade nada se alcança. Nunca encha a boca para separar as duas profissões, pois pelo menos no meu curso de licenciatura, houve uma boa campanha para a defesa e legalização da profissão historiador que tomou toda a rede, inclusive os nossos apelidos são: historiador William, historiadora Vera, historiador James, historiadora Priscila, etc. almejando sempre um grau bem elevado de nossa formação.
Para exemplificar isso, veja meu outro blog e de uma amiga, que fora constituído em concordância com a disciplina de Tecnologia e Linguagens no ensino e pesquisa de História: http://divasdahistoria.blogspot.com/ O nome da disciplina e o conteúdo do blog, demonstra claramente o quanto o curso está preocupado em formar bons professores e futuros historiadores. =D
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