Pesquisar este blog

sábado, 20 de novembro de 2010

Hoje qualquer miserável tem um carro (Prates)/ Ataque preconceituoso, a tolerância é ZERO

 Hoje qualquer miserável tem um carro, jamais lê um livro, vive trancado numa gaiola que chama de apartamento, não tem nenhuma qualidade de vida, mas tem um carro na garagem.
Luiz Carlos Prates

Prates é um jornalista bem conhecido da filial da Rede Globo de Santa Catarina. Ao comentar sobre o trânsito de veículos, disse que o tráfego intenso nas estradas, durante o feriado, é causado porque os pobres estão comprando carros demais. O jornalista ainda criticou o governo por estimular a oferta de crédito para que pessoas de baixa renda comprem carros.

Com o atual desenvolvimento do Brasil, inclusive o estímulo ao crédito, não é negável que qualquer pessoa consiga ter um carro, seja uma Ferrari ou um Fusca, porém os acidentes que vemos nas estradas não se trata somente de veículos populares, mas sim, de veículos que a classe mais pobre, ou média nem se quer sonham em adquirir. A antropóloga Irene Maria Ferreira Barbosa, dá uma declaração na entrevista abaixo enfatizando que tinha acabado de tomar uma fechada de um carrão ao qual ela nem sabia o nome, e ainda esclarece:

"Os homens se sentem melhores do que os outros porque tem um carrão melhor, porque tem uma casa melhor, por ter instrução. É incrível, mas os homens instruídos também tem atitudes racistas."

Eu nem vou soar aquela famosa frase: "Que país é este". Ora, pois, é o país do capitalismo vigente, é o país da falta de humanização, é um país que desvaloriza os conhecimentos humanos em prol dos exatos, é o país da inveja, da discórdia. Puxa, será que ninguém consegue enxergar a felicidade alheia como possibilidade para a sua. "O mundo não é, o mundo está sendo", já dizia Paulo Freire. Prates é conhecido como o senhor da verdade, mas dessa vez exagerou muito, e pode até se enquadrar na Constituição por seu ataque preconceituoso e racista. A elite não engole ver a classe subalterna ocupando seu espaço, logo, muitos dessa classe também não se impõe e fazem do próprio carro um objeto de disseminação desses ataques esclarecedores que estão sendo dirigido ao jornalista.

MORAL: Hoje qualquer um pode ter um carro, uma moto, porém temos que admitir que não é qualquer um que utiliza seu veículo com consciência, assim, acaba sofrendo a lei da ação-reação. O carro só traz para você o que você procura com ele, logo, antes de tira-lo da garagem preze pela segurança de seus amigos, familiares, e lembre-se que a imprudência pode vir de qualquer ser da população, seja pobre ou rico. 
       Quando algum ataque preconceituoso é dirigido ao pobre, nota-se que não há preconceito racial, mas sim de classe, assim, encontra-se todos no mesmo patamar. Essa declaração estarrecedora nos ajuda a refletir em muitas questões, sendo uma delas, o elitismo vigente que classifica as pessoas de acordo com sua posição social.


Aliás, estes jornalistas da Rede Globo estão passando dos limites. No outro caso foi o ataque as pessoas gordinhas, agora generalizou para a classe pobre, qual será o próximo?



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Antes de comentar lembre-se do artigo 5º da constituição (“é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX), sendo assim se for corrigir o texto não agrida, simplesmente corrija. Somos errantes de palavras e abertos a correções das mesmas. Seu comentário dará sustentabilidade ao meu blog. Fique a vontade =)